Primeiro SPOT de TV do Capitão América, O Primeiro Vingador!

Saiu ontem (06/02/2010) no SuperBowl (o maior evento desportivo e a maior audiência televisiva dos EUA), o Spot do filme ‘Capitão América: O Primeiro Vingador

Imperatriz: Imprensa, pseudos comunicadores e politicagem

Kurt faz uma severa e realista crítica sobre a imprensa de Imperatriz

Ensaio do Diabo

Um ensaio escrito pelo próprio "tinhoso"

Lady Gaga lança "Born This Way" nesta sexta-feira

Lady Gaga está tendo dificuldades em controlar sua ansiedade.

Faroeste Caboclo: Fabrício Boliveira e Ísis Valverde protagonizam a adaptação ao cinema

Música será adaptada para o cinema

22 de agosto de 2010

03:20

animasul

Aonde eu olho só vejo corações partidos
O amor que era diário, agora é casual
E as palavras ditas agora, não tem o mesmo peso
E o que era inteiro, virou uma metade
O que era poesia agora são palavras tristes
O que era bom, parece tão errado agora

 

 

 

 

 

[Do meu antigo caderno de anotações na adolescência]

17 de agosto de 2010

Deus salve o Feeling por favor

Doce nostalgia de um tempo que não volta mais...Não te quero mais, só lembrar que era bom! Isso faz uma pseudo superioridade dentro de mim sem tamanho, eu vivi de verdade, minhas aventuras épicas...confusões também. Era tudo maior, era mais emocionante, intenso. Hoje emoção de verdade é falar com alguém no MSN ou descobrir o que fulano andou fazendo no Orkut ou facebook, marcar um encontro num shopping de merda, arrumar "amigos" de merda, pra fazer umas merdas.  icones_pop_haznos_76

Você liga a TV e pode ver aqueles arco-íris ambulantes "tocando" musiquinhas de gosto duvidoso. Pra começar, não tenho nada contra isso, prefiro cor. Os Rolling Stones já usavam roupas multicoloridas nas capas dos seus discos, os anos 60 era muito colorido e psicodélico, os anos 70 era puro glamour com as cores vivas das discotecas. Os cortes do cabelo também, não tem nada de novo nisso.

Eu fico puto é com as referências, que não existem, você pega tudo que rolou desde os anos 50:

o Rock'n'Roll se inspirava muito na atitude do blues, o rock psicodélico se inspirava muito numa mentalidade poética da época dos anos 60, a de liberdade, o Hard Rock colocava o Rock'n'roll num grau a mais, se antes o rock era sexy, agora era sexo mesmo. O Grunge quebrou todas as regras impostas pelos "Deuses do Rock", não se colocava mais os rockstars em pedestais tão inalcançáveis, eram pessoas normais, fazendo música, misturando o peso do heavy metal com a simplicidade do Punk, que por vez também se inspirava no rock'n'roll. Até o New metal tinha boas referências, misturava o metal com o urbanizado e politico Rap e, de quebra recebia também influências eletrônicas do Industrial metal, que também não deixava de ser politizado.

O Rock Alternativo é muito amplo e diversificado pra explicar suas referências, mas existem, por que são todos os outros estilos misturados...pode-se dizer assim. Mas hoje não se tem essas ótimas referências, até pouco tempo atrás, uma música pop, por mais superficial que seja, significava talento...pelo menos em alguma coisa. Não estou dizendo que o rock só tem que ser bonitinho ou contestador, mas uma coisa eu sei, precisa ter feeling, algumas pessoas chamariam de "atitude", mas é uma palavra muito clichê e feia mesmo nesse sentido, é o feeling que essas crianças precisam achar.

As pessoas implicam muito com a roupa dessa nova (nova?) vertente, apelidada "carinhosamente" de rock colorido, mas isso é o de menos, se essas bandas tivessem o tal FEELING que digo, ninguém nem lembraria desse detalhe ou até associaria a tal "atitude". O preto do Johnny Cash foi criticado, mas ele respondeu a essas pessoas na canção Man In Black:

"Bom, você imagina por que sempre me visto de preto,
Por que nunca vê cores brilhantes nas minhas costas,
E por que minha aparência parece ter um tom sombrio.
Bom, existe uma razão para as coisas que visto

Eu visto o preto pelo pobre e oprimido,
Vivendo no lado faminto e sem esperança da cidade,
Eu o visto pelo preso que há muito tempo já pagou pelo seu crime,
Mas está lá porque ele é uma vítima dos tempos."

Entendem o que eu quis dizer? rollingstones_dirtywork

Que se foda essa porra de cores, eu não importo e nem julgo alguém assim, mas a superficialidade das coisas, nem ser expert em história da música e essas coisas idiotas. Mas é tal das referências, você olha essas bandas e já pode perceber que a base musical e referencial é fraca, elas se inspiram em bandas semelhantes que se inspiram em nada. Seria tão legal um movimento musical realmente criado por jovens, que demonstrassem todas suas angustias que vão além de dor de cotovelo pela menina da escola que vai ao shopping pra gastar a grana dos pais.

Até o Fresno, que veio bem antes dessa levada, que as pessoas chamam de uma forma pejorativa de EMO, eu nunca chamo uma banda assim, por mais superficial que seja, enfim. Até o Fresno tem uma referência muito legal, esse último álbum, que foi o único que eu ouvi todo, pra ser sincero, é puro Blues, liricamente falando. Misturado com um pouco daquele feeling das bandas pós punk dos anos 80. O Rock é o feeling, não exatamente o estilo em si, hoje você encontra rock em outros artistas, como Amy Winehouse, Lily Allen e por aí vai.

Ter uma banda de rock, não significa ter UMA BANDA DE ROCK.

@kurtmachine

16 de agosto de 2010

Entrevista KMB pra revista Hora Alternativa, de Brasília

 

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Pra quem não sabe, KMB é a minha banda, então nada mais justo que divulgar meus trabalhos por aqui também, segue abaixo, a entrevista que eu dei pra Hora Alternativa, uma revista muito da hora…desculpa o trocadilho tosco:

 

E a KMB solta na Internet um web single muito POP chamado “Ficar Sem Você”, fomos conversar com o vocalista Kurt Machine sobre a nova canção e outras coisas interessantes.

Como surgiu a nova canção e por que um novo single tão cedo?

KM - Bom, eu já disse em uma outra entrevista que eu falo sobre a vida, desde o cotidiano a coisas mais complexas, então essa canção veio da minha situação atual, de não querer perder alguém, por que quando você sente algo por alguém, sempre vem aquele medinho de perder, essas coisas. E coisas assim sempre são pop, fora que eu quis voltar a raiz mais “rock eletrônico” da coisa, justamente aí que entrou a necessidade de mostrar pra nossos fãs e “partidários” (risos) que voltamos aos sintetizadores.

Você disse que voltou a raiz, teve alguma cobrança pra que isso acontecesse?

KM – Sim, os caras da banda! (risos)
Eles chegaram pra mim e falaram: ‘cara, a gente fez uma demo legal, mas nós sabemos que nosso forte é o lado eletrônico da coisa, então faz logo uma música assim ou a gente te coloca pra fora da banda!´ (muitos risos). Brincadeira, mas foi quase isso, chegamos a conclusão que não tem como fugir dos sintetizadores e se vamos dominar o mercado pop, que seja com a p*rra dos efeitos lá. Não perdemos o lado indie, muito pelo contrário, mas a eletrônica faz parte da gente e mais pessoas precisam conhecer como é o verdadeiro som da KMB.

Quando vai sair um álbum da KMB?

KM- Logo logo, estamos em fase de composição, eu fiz umas 11 ou 12 músicas novas, bem “roots”, mas ainda não ta no ponto “Kurt Machine de Qualidade”, algumas sim, mas não todas, ainda quero fazer “A MÚ-SI-CA”. Independente de gravadora ou não, vamos fazer um álbum, com tudo que temos direito.

Se na Demo auto intitulada, podíamos ouvir claramente as influências de The Hives, The Killers, Duran Duran e Muse, quais as influências agora?

KM – Adoro esse tipo de pergunta, é excitante! (risos).
Então cara, eu ando ouvindo muito Lady gaga, Andam Lambert, Muse (pra variar), Maroon 5, One Republic, Queen, Enrique Iglesias, Prince, Rihanna, Black Eyed Peas e por aí vai...

Por essa eu não esperava, então vai ser muito pop pelo jeito, as pessoas podem esperar isso?

KM - Claro! Mas não é totalmente proposital, tem umas influências que ainda não sei bem como encaixar na banda, mas que eu amo, como o Prince, cara eu gostei muito do último álbum dele, o baixinho não perdeu o jeito, aquela Beginning Endlessly, acho que é a segunda faixa, que música perfeita. O mesmo vale pro Marron 5, eu quero colocar um lado mais black music ao som, mas sem perder os sintetizadores, como o Prince faz.
As pessoas se espantam quando falo as coisas que ando ouvindo ultimamente, eu posso ter uma banda de rock, mas não só de rock se faz a música pop.

Enrique Iglesias?

(risos)


KM - Ele é bonitinho uai! (mais risos)
O último álbum dele é bom pra caramba, até por que tem músicas em inglês agora, mas além disso, eu só gosto desse álbum, ‘Euphoria’. È um cd bem urbano, com músicas bem variadas, mas que funcionam muito bem pra pista de dança, se você quer tocar música pop, tem que ouvir, não tem como criar uma fórmula assim do nada. Ele não pode ter o talento vocal do pai dele [Julio Iglesias], mas tem noção de sucesso, isso me agrada.

www.bandakmb.tk

Um Ensaio sobre ser Bom

Por muito tempo eu achava que ser uma boa pessoa era difícil, é fácil demais, basta só fazer as escolhas erradas...Contraditório não?!
Mas é sim ó, sempre quando você optar pelo caminho mais longo e mais trabalhoso, quando você vai até o limite do seu poder e não usa outros meios mais fáceis de se chegar.

Mais do que moralidade, ser um mocinho requer um pouco de...Digamos, de idiotice, vou lhe avisando logo, que você quer ser um daquele mocinhos de novelas, esquece, lá o final deles é feliz e a mocinha volta pro mocinho.
Já na realidade cruel, a mocinha pode nem te notar, ou então ela pode virar mocinha de todos, sacanagem né? Literalmente.

Bom, se você é alguém que devolve o dinheiro de alguém quando cai do bolso, o que isso faz de você? 10 segundos pra pensar... 10-09-08-07-06-05-04-03-02... 01!
Um...Um burro né?! Convenhamos que essa grana dava pra comprar pelo menos um pão de queijo, espero.

Ser uma boa pessoa é exercitar seus lados sociais, sociais demais... É gente te pedindo dinheiro, celular emprestado, roupa e até uma TV ou uma chapinha.
Pensou que ia falar do quê? Do mocinho dos filmes de ação? Esqueça essa besteira, to falando daqueles mocinhos de seriados norte-americanos baratos e depressivos, rá!

Ser mocinho em outras palavras é ser gay (que me desculpem os homossexuais), é por que todo mundo te f#de!

Como diz Charles Chaplin:

"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza”.

Sabe por que eu não me arrependo de fazer a coisa certa ou não me arrependo de ser um daqueles mocinhos de seriado norte americanos baratos?

Por tudo que nossas personas fazem não é pra ter algo em troca, simplesmente não conseguem enxergar uma outra maneira de resolver as coisas, pode ser mais trabalhoso, mais árduo e mais chato, mais complexo, mas no final a recompensa é boa demais, se não for recompensado aqui, vai ser num lugar melhor muito melhor que o que você está.

Por que esse tipo de pessoa não tem uma moralidade idiota e hipócrita e é muito mais divertido zoar com a cara de quem se deu mal fazendo o errado, errr...Eu adoro.
Além do mais, algumas pessoas precisam de provas vivas de que o bem faz bem pra quem te fizeram mal, e o mal faz mal pra que lhe fizeram o bem...Pegou?

Ah mané, só quero dizer que tudo que você faz, tem volta.

E ser um cara bom não significa que é legal, você geralmente é o mais solitário e suas escolhas são compreendidas tanto quanto eu entendo de motos!

E quanto à mocinha? Ela tem a vida dela, e nesse mundo moderno ninguém ainda sofreu de amor o bastante pra ser livre pra você, então levanta aí e monta no cavalo, não importa se é uma bicicleta (que infelizmente nunca deixaram aprender), coloca uma capa branca e a espada, e se prepara, que você pode levar uma balde de água fria.

Mas é bom.

Sabe por quê?

Por que no final você é quem escreve seu roteiro e é muito melhor quando as histórias dão umas reviravoltas.
O Vento sempre muda de direção, por tanto, vá lá e faça o certo, ou você não é brasileiro?

(Ismael Almeida, um cara mau.)

[Ensaio original publica na revista 'Cult' #01, abril de 2008]

Crônica da Segunda: Os pequenos detalhes lhe entregam

Maria Aparecida é uma mulher normal, nasceu numa cidadezinha do Alagoas chamada Santana do Mundaú, de família pobre, pra não dizer miserável, trabalhou desde de cedo colhendo laranjas na plantação dos outros, seu pai, beberrão convicto e sua mãe, coagida, violada, condescendente da vida que levou, por medo. Maria cresce e como a sina de quem não tem nada, quer tudo e na ilusão acabou engravidando de um rapaz, bom moço, cheio de boas intenções, daquelas que o inferno está cheio. E a vida lhe ensinou que a única coisa que não lhe roubam é a esperança...Mas em compensação lhe roubam tanta coisa, lhe roubam nos impostos, lhe roubam a dignidade, lhe roubam seus poucos pertences.

A chuva veio mais forte esse ano e com a força dela veio a enchente, com a enchente veio a desgraça, Maria perdeu tudo, mesmo sem ter nada, sua casa foi completamente destruída, seu bom moço sumiu e agora o que lhe sobrou foram suas três garotinhas...E agora ela precisa de tudo, de roupa, de comida, de casa, de vida e de amor. Mas ela sabe que ninguém vai enxergar isso, afinal à água não deixa as doações se aproximarem, ela só se pergunta por que Deus deixa isso acontecer, mas seu pastor, também miserável, só que de espírito, diz que isso tudo foi culpa do seu pecado, lhe nega abrigo, lhe nega até conforto espiritual.

Maria sabe que ninguém vai olhar pra ela agora, ela sabe que todos os olhares agora estão na África do Sul, afinal de contas a Copa do Mundo é muito mais interessante pra nós Brasileiros, patriotas, até por que a vida da Maria não é da conta de ninguém, ela que se vire, peça ajuda pro criança esperança. Maria tem certeza que as pessoas se preocupam mais com o Dunga duelando com a TV Globo, ela tem mais certeza ainda que enquanto a copa durar, o Brasil (país) não existe, que tudo está em segundo plano.

Toda vez que o céu fecha e fica escuro, ela sente medo, mas ao mesmo tempo ela descobriu que água não é o que assusta, nem a destruição que ela trouxe, o que assusta mesmo é a apatia das pessoas. Ela sente que mesmo sem ter nada agora, as pessoas apáticas também precisam de ajuda, a diferença entre eles e ela é uma cama pra dormir...Ou uma tv pra se anestesiar. Mas o que ela realmente descobriu numa epifania foi que:

Os pequenos detalhes lhe entregam.

A Defesa Civil de Alagoas computou, até o momento, 34 mortos, 26.618 desabrigados e 47.897 desalojados.

Ismael Almeida

[texto originalmente publicado no 'Folha da Região' - 28/06/2010]

Alagoas

Como O Che Guevara estraga meu amanhecer

lhama-surfista

O despertador toca, acordo depois de horas sem conseguir dormir, nem sei por que uso o despertador, na verdade eu não sei por que eu tenho tantas coisas que eu não preciso. Ligo a TV, vejo a mesma notícia de ontem, o senado não quer trabalhar, seqüestraram alguém e os presídios estão com uma população de celulares maior que a de detentos.

Toda manhã eu levanto esperando ter acordado numa realidade pós- apocaliptica, bate uma sensação que você é o único ser humano do mundo, os ruídos lá fora só podem ser de criaturas sem vida, vermes que se alimentam da própria merda. Eu me sinto pior que o Tom Hanks no filme o Náufrago, que de náufrago não tem nada, já que ele "cai de avião", coloco aquela velha música dos tempos da escola, tento dançar, mas me sinto patético.

- Que se foda.

Eu danço, converso comigo mesmo, me critico, me ignoro. Entro naqueles sites de relacionamento, mas ainda me pergunto o que eu faço lá, já que não me relaciono com muita gente, provavelmente é pra saber da vida de alguém, já que a minha não tem muita graça. Finalmente me arrumo pra sair, quando vejo o sol, lembro que um dia eu aprendi que ele era o Deus de muita gente, como qualquer deus, ele castiga.

Encontro um velho babaca...Quer dizer, um velho conhecido, mas sempre dizem a mesma coisa:

- Você tá sumido cara, aparece!

Ainda moro no mesmo lugar, tenho o mesmo telefone celular, o mesmo fixo...Como eu posso ter sumido? O Mal da humanidade não é o capitalismo, é as frases idiotas de pessoas idiotas. Falar em capitalismo, tá aí uma coisa que eu amo, é o único sistema que te fode, mas que te dá oportunidade...Oportunidade de ser um animal sem escrúpulos em nome da 'competição monetária.

O que eu iria fazer em Cuba? lá não se pode nem limpar o traseiro com papel higiênico, eu não iria gastar metade do meu salário com dois rolos. Mas pelo menos eu teria o prazer de ouvir da boca dos cubanos:

- Che Guevara, o matador de cubanos!

Dane-se o Che Guevara, só falar nele que estrago minha manhã, que já anda estragada, diga-se de passagem. Mas nada é melhor que um café com umas gotas de rum, até me faz esquecer El Matador Covarde...não fiquem bravos, eu gosto do Che, morto é claro. Antes que me chamem de porco capitalista, eu quero dizer que sou contra o sistema capitalista, só por que eu tenho computador, celular, Internet 24 horas, não quer dizer que sou simpatizante do sistema.

Só por que eu posso ser livre pra ler, ouvir e fazer o que eu quiser...Ora Bolas, o negócio mesmo é você ser anarquista. Abaixo ao FMI, MST, PT, CV, PPT. FDP e PQP! E eu só queria fazer uma crônica, mas como sempre a culpa é do Che, todo dia é exatamente igual.

Esse texto anti-capitalista foi patrocinado pelo google – dominando você, como um deus.

Primeira postagem

 

Bom, eu vou transferir meus post do antigo blog que eu tinha/tenho no Last.Fm.

Também vou falar um pouco do processo de composição e

conceito do álbum novo da KMB, minha banda.  www.bandakmb.tk

 

Kurt Machine