“A humanidade divide-se em duas categorias: aqueles que se levantam tarde e aqueles que se levantam cedo.”
(Achille Campanile)
É estranho, muito estranho, me acostumei com tanta coisa nessa vida, os humanos são assim, me acostumei a ser roubado, acostumei com tragédias que poderiam ser evitadas, acostumei com as noticias dos jornais, desesperança? Nem tanto. Desrespeitam tanto minha existência que já não tenho medo do pior. Mentira! Eu tenho medo de uma coisa... De pessoas! Na idade média, a igreja montou a imagem dos demônios a partir dos medos das pessoas da época: Morcegos, gatos, bodes. Medos supersticiosos, numa vaga tentativa de tentar explicar o que não entendem e claro, manipulados pela igreja.
Hoje, temos medos de nós mesmos, qual criatura no universo transpira tanto medo e horror? Qual ser nesse planeta que desrespeita o próprio chão, que mata e que explora seu semelhante? Humanos! Criaturas pavorosas, feias, peladas, cheias de orgulhos vãos, meu amigo, eu posso te dizer com toda sinceridade, eu tenho medo de humanos! Os fantasmas e monstros nos filmes de terror podem perceber, eles nos lembram, acredito que não é por acaso. Bebemos na fonte da ignorância, nos alimentamos da carne da violência e somos cheios do espírito de porco. Mas não sou tão negativo assim, os mesmos humanos horrorosos às vezes são capazes de coisas tão nobres, mesmo com toda essa falsidade existencial de araque, é como se uma fagulha de HUMANIDADE tomassem seus corações. Por isso eu me pergunto, por que esses momentos são tão raros? Não sei.
Nos preocupamos com tudo, menos com o que realmente precisamos nos preocupar, nos ocupamos com coisas que realmente não precisaríamos ocupar, criamos sistemas políticos, defendemos verdades absolutas, brigamos em nomes de deuses, que na prática, é um só, temos discursos cheios de idiossincrasias sem sentido, enchemos o peito para defender uma pátria que na prática, nos trata como párias. Dividimos tudo, os continentes, os países, os estados, as cidades, as pessoas, as raças, as classes, os ganhos, as perdas, mesmo o mundo sendo um só. Vai entender esses humanos, que se acham senhores de todas as coisas, no final, somos nossos próprios demônios. Reis e rainhas.
Ismael Almeida



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