Primeiro SPOT de TV do Capitão América, O Primeiro Vingador!

Saiu ontem (06/02/2010) no SuperBowl (o maior evento desportivo e a maior audiência televisiva dos EUA), o Spot do filme ‘Capitão América: O Primeiro Vingador

Imperatriz: Imprensa, pseudos comunicadores e politicagem

Kurt faz uma severa e realista crítica sobre a imprensa de Imperatriz

Ensaio do Diabo

Um ensaio escrito pelo próprio "tinhoso"

Lady Gaga lança "Born This Way" nesta sexta-feira

Lady Gaga está tendo dificuldades em controlar sua ansiedade.

Faroeste Caboclo: Fabrício Boliveira e Ísis Valverde protagonizam a adaptação ao cinema

Música será adaptada para o cinema

2 de dezembro de 2010

Imperatriz: Imprensa, pseudos comunicadores e politicagem

“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.”  (Noam Chomsky, lingüista e filósofo americano, no Estadão, 16/11/96)

Bom, já estou cansado de zapear pelos canais locais, cansado de sempre ver a mesma coisa, estou cansado de zapear pelas rádios locais, cansado dos mesmos erros. É como se Imperatriz tivesse parado no tempo, comunicadores praticamente analfabetos (funcionais), é horrível você ligar a TV e tentar digerir aquelas coisas, pessoas completamente despreparadas, que nunca viram a comunicação além de comerciais da TOK BOLSAS, é uma calamidade no que se diz a respeito a comunicação.

imperatrizma Não tem mais graça, nunca teve graça, é um meio digno de ganhar a vida, com muita gente boa, cheias de experiências importantes e que amam a comunicação, pena que são poucas pessoas se compararmos com a grande maioria, que mal sabe falar e quem sabe, ler. Não quero um letrado em Harvard, nem tão pouco alguém com mestrado de jornalismo na Universidade de Londres, só um pouco conteúdo, só um pouco de comunicação de verdade. É pra ser popular, mas não “popularesco” ou tosco e de qualquer jeito. Existe uma cultura completamente comercial, é um cidadão na frente da câmera, só pra vender produtos e serviços, sem o mínimo de feeling para a arte da comunicação, eu entendo como funciona, é óbvio que se precisa de anunciante, o New York Times ou a Globo, não existiria sem anunciantes, mas eles oferecem conteúdo.

Infelizmente a comunicação nas emissoras de TV, muitas vezes não passam de instrumentos de divulgação particular para políticos, isso é muito triste e fere a minha cidadania e meu direito de imparcialidade da informação. Claro que isso acontece em grandes e gigantescos meios de comunicação, mas uma coisa é você ter uma postura, um lado, uma opinião política, outra é tentar forçar isso goela abaixo, como se não tivéssemos escolhas, o pior é você ter que assistir isso, por que não temos opção. Outra cultura que nós temos é de ser pequenos, quero dizer, de se contentar com pouco, essas pessoas podem oferecer muito mais, não queremos saber de seus comerciais de leite em pó, não quando ele é mais importante que UM FATO IMPORTANTE. No infeliz episódio do Professor Frazão, onde foi caluniado, onde a cidade foi caluniada... Está certo, não somos um povo de maioria analfabeta, mas convenhamos, não vamos exagerar na defesa. Somos um pólo universitário, pena que isso não garante muita coisa, é só o que tem por aí é “letrados-desletrados”.

Não é só pegar uma câmera e falar na frente, muito menos ficar de sanguessuga nos plantões policiais, vamos fomentar debates, vamos fazer as pessoas refletirem, vamos denunciar nossas próprias sujeiras, vamos mostrar pro cidadão de bem que existe muito mais que ver alguém preso por roubar celulares em frente às câmeras. As pessoas querem saber disso, evidente, mas existe muito mais. Um universo todo de informações deveras importantes, mostrar conteúdo, qualidade, dinamismo, não me venham dizer que a cidade não tem nada pra mostrar, balela! Eu sou defensor da qualidade, do bom gosto e principalmente do direito de ter umas programações decentes, que preencha as necessidades das pessoas. Agora não mais obrigado a ter diploma, OK, mas quem é preparado, num curso técnico (que eu soube que existia na cidade até meados dos anos 80) ou mesmo superior, vai ter outro feeling, por toda estrutura e conceitos abordados, outros ângulos.

Pra mim, essas pessoas vendedoras de produtos, que se dizem comunicadores, não passam de oportunistas, viram a oportunidade de ganhar alguma coisinha e fizeram acontecer, roubam, mesmo sem querer, a oportunidade de pessoas legais, que felizmente não possuem estômago para isso, para vender. Claro, tem toda uma história por trás, toda uma dependência externa pra colocar um programa no ar, custa caro. Por isso amo a Blogosfera, é livre e você não é obrigado anunciar leite em pó, remédio pra ereção e muito menos depender da opinião alheia. Às vezes aquela pessoa em frente as câmeras nem sabe, nem faz idéia do papel que paga e muito menos sonha que aquilo não é comunicação. É como diz Gabriel Garcia Márquez: “Para ser jornalista é preciso ter uma base cultural considerável e muita prática. Também é preciso muita ética.

Há tantos maus jornalistas que quando não têm notícias, as inventam.” Uma rádio fechou o departamento de Jornalismo, nunca vi uma rádio de verdade sem isso na minha vida, é um desrespeito, já não basta o gosto musical duvidoso. O pior era que o jornalismo da rádio era ótimo, que triste. O repórter Ricardo Kotscho está certíssimo quando diz que “Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público “. Uma verdade ignorada.

Tem o trabalhador, que chega cansado na hora do almoço, por algum motivo, não tem a mesma oportunidade que algumas pessoas de ir atrás da boa informação, aquele cara de vida sofrida, às vezes com baixa escolaridade, será que ele não tem direito de uma informação relevante, com uma quantidade decente informação e cultura?

Se você quiser ser Gari, precisa pelo menos do ensino médio, se você quiser exercer o oficio de presidente ou deputado não precisa nem terminar a escola, muito menos saber ler ou escrever direitinho, esse contraste, esse infeliz hábito de aceitar tudo, de tragar qualquer coisa, de ser ludibriado, é um tanto quanto danoso, isso demonstra que não precisamos de preparo, muito menos escola, acaba por assim dizer, impregnando o dna da sociedade, favorecendo o maldito “jeitinho brasileiro”. Por tanto, não é de espantar que poucos reclamem. Já que o assunto é mazela social e cultura, outra coisa que me incomoda é de ver pessoas defendendo a “situação ou oposição”, o pior, na imprensa, descobrem roubo do antigo governo, OK, esquecem-se, porém, estão tão sujos quanto poleiro de galinheiro, uma coisa é óbvio, tudo tem seu melhor e pior, com a política não é diferente, acho uma falta de respeito com as pessoas apontarem todos os defeitos de algo que JÁ FOI, o patrimônio de certas pessoas da atual situação aumentam de maneira exorbitante, pecam em tantas coisas quanto qualquer governo, mas a “imprensa” está lá, pra apoiar esse tipo de coisa,claro, barganhando.

Ao defender uma bandeira política, não se esqueça que você é alvo de observações, seus pecados estão sendo assistidos, digo isso não só para os profissionais da imprensa local, mas pra qualquer cidadão, ainda mais se você é da situação, mamem, suguem nosso dinheiro, façam bom proveito, comprem suas casas luxuosas, seus carrões, sustentem suas esposas, tudo com NOSSO dinheiro, pelo menos sejam legais com a gente, TRABALHEM.

Numa sociedade de ladrões, o único crime é ser pego.

25 de novembro de 2010

Conto: A Queda do Conde Bóris Pelo Seu Rival Maximiliano

Bóris Conde Bóris é o nosso gato mais velho e experiente. Tem seu próprio campo de caça, que fica na área arborizada no fundo da nossa casa, lá ele escorraça qualquer cachorro ou gato que entre naquele limite. Na mocidade se vangloriava de uma fama de grande caçador e tinha um método todo especial pra demonstrar seus atributos desportivos, quando caça um rato, coelho, lagarto ou cobra, anda de um lado ao outro até achar a dona, e coloca a presa orgulhosamente a seus pés. Essa mania de demonstra toda sua bravura e determinar, por vezes o coloca em deveras situações embaraçosas, como quando ele traz pro chão da sala uma cobra de um metro e meio pra grande horror do seu público humano. Mas, seja o que for, Bóris nunca se priva de publicidade, seu Ego agüenta muita coisa. Se fosse humano, levaria repórteres especiais pra suas caçadas e no regresso puxaria o saco de todo mundo com jantares cheio de glamour e ostentação, mesmo sem ter faculdade de publicidade, Bóris ia muito bem.

Acredito que os atores de teatro aprenderiam muito em observar a expressão corporal de Bóris, ainda mais quando o assunto fosse “dignidade aristocrática”, pontuada com um ar de arrogância desdenhosa. Muito seguro de si, pavoneia-se pela rua, sem pressa alguma e muito menos sem se preocupar com sua proteção pessoal, por carros que buzinam ou cães que latem, mas não ladram. Quando aparece algum cão novo na vizinhança e o confunde com qualquer gato vulgar e de rua que pode ser perseguido por prazer, Bóris costuma andar mais devagar e posiciona-se na frente do inimigo em potencial, assumindo a pose e a expressão da esfinge. É a imagem por excelência, da serenidade e do perfeito controle emocional. Conde Bóris é conhecido por caçoar de seus inimigos, costuma bocejar muito delicadamente a poucos centímetros do cão raivoso, que fora de si, grunhe com quem solta impropérios ao ver aquela reação, como se aquele gato fosse alguém da alta-classe perante o tédio.

Houve alguns cães que ignoraram a hipnose daqueles olhos cor de mel e partiram pra cima do felino aristocrata, mas esses só puderam ver um trovão de Maximiliano pêlos laranja com garras afiadas ferindo seus focinhos, a fama é tanta que não se pode ver cães de outros lugares. Por anos o reinado de gato da casa nunca colocou Bóris em cheque. Foi então que apareceu Maximiliano, um jovem e bonito vira lata de pelo cinza rajado. Não havia nenhuma dúvida, Maximiliano sabia lidar com as senhoras. Enquanto Bóris o via só como um gatito travesso cujo o senso de humor prevalecia sob o senso de dignidade, Maximiliano foi conquistando todos os corações e, sempre que aparecia recebia todos os holofotes, isso foi demais para o Conde. Bóris sentia-se incomodado com aquela coisinha presunçosa que arqueava o lombo ao avistar uma mão humana aproximando pra acariciar. Bóris sentia de forma cínica que seus dias de glória chegaram ao fim e pior, por um rival ao indigno. Mas ele nunca se rendeu sem uma boa luta e custe o que custa, ele recuperaria seu trono, sua honra e sua glória.

Partiu para a caçada noturna, com o coração frio de um assassino e decido de fazer com que as luzes dos holofotes voltassem para sua persona felina. Todo dia ele aparecia com ratos cada vez maiores, coelhos cada vez maiores e cobras cada vez maiores e aterrorizantes. Tudo em vão. Fez até o papel de herói salvador quando seu rival indigno ficou trepado numa árvore, acuado pelo cão do português da vendinha. Trepou calmamente num dos galhos e aplicou um de seus vários golpes poderosos no focinho do tal cão. Quando Maximiliano desceu da árvore, Bóris lhe dirigiu um ar de superioridade de um cavalheiro benevolente, como se acabasse de salvar uma alma perdida, não por que ela merecesse, mas por que ele era assim. Esta atitude magnânima lhe rendeu uma certa vantagem, pena que momentânea, já que os corações humanos sempre se rendiam ao se deparar com aquela coisinha sedutora. Então Bóris habitou-se a fica sentado no seu cantinho da casa, observando Maximiliano degustando os melhores nacos de carne, onde recebia todo tipo de meiguice.

Foi nesta altura, que para tristeza da família, Maximiliano desapareceu, um busca foi feita, mas ele desapareceu sem deixar rastro, como se uma bruxa o tivesse levado de uma vassoura. Muito tristes, juntamos os seus brinquedos que ele deixara espalhado pela casa: um pedaço de barbante com uma bonequinha de pano amarrada na ponta, uma bolinha colorida e alguns soldadinhos de plástico. E, com estas recordações, fizemos um montinho e colocamos na sua cadeira preferida.

- Há de voltar um dia! – dissemos nós.

Aconteceu uma mudança notável no Conde Bóris Sant’Anne. Faz muito tempo que o consideramos um caçador valoroso e lutador de primeira, mas também sempre o achamos insensível, frio e distante, aliás, como era natural, já que fazia questão de carregar tal fama. Qual não foi nosso espanto ao ver que ele se tornara, do dia pra noite, um gato caloso nas suas demonstrações de afeto e desejoso de nos fazer esquecer o outro que havíamos perdido. Era comovente como ele nos seguia pra todo canto da casa e sempre quando parávamos para descansar, poderíamos sentir aquele felino corpulento com as quatro enormes patas para cima, todo faceiro e ronronando. Aquele ar de rei do pedaço voltou, como se tivesse ganhado uma guerra, como se o velho rei voltou ao lar, ao controle da situação. Uma vez nós o encontramos esticado desdenhosamente em cima dos brinquedos que se amontoavam sob a cadeira preferida de Maximiliano, devia ser uma cama um tanto quanto desconfortável, mas Bóris parecia totalmente confortável. A suspeita assaltou imediatamente sua dona.

- Bóris! – Disse ela bufando de zangada – Acho que você sabe o que aconteceu com lindo Maximiliano!

O acusado ergueu-se em toda sua estatura, olho-a com uma expressão gravemente inocente de um santo ultrajado e depois, virando-lhe deliberadamente as costas e voltando a dormir o sono dos justos. Mesmo assim as suspeitas não cessaram.

- Bóris está se esforçando por demais pra ser bonzinho. – Diziam eles – Não é nada natural. Deve ter alguma coisa pesando sua consciência!

Pois essa poderia ser uma boa maneira de Bóris erguer uma boa defesa, de esconder as maldades. Nós já havíamos constatado no passado. Isso era uma grande humilhação pra um espírito orgulhoso, como era o de Conde Bóris e ele demonstrou seu ressentimento saindo de casa e batendo a porta, como todo macho ofendido.

A família seguiu-o de longe. Ele foi direto pro fundo do terreno, seu campo de caça e território, seu pequeno país, onde ele era o ditador. Ele começou a olhar pra uma clareira, com as orelhas baixas e uma expressão maldosa, que ia dos bigodes nervos até a cauda agitada, não parecia com nada o gato carinho de minutos atrás. Quando nos aproximamos, ouvimos um choro fraco, baixo, assustado. Bem no meio do arvoredo, descobrimos nosso Maximiliano, fraco e esfomeado que mal se agüentava em pé, alquebrado pelo seu carcereiro. Quando Bóris percebeu nossa aproximação, bateu em retirada, pois sabia que a brincadeira acabou. Com um desprezo desdenhoso, ficou a nos observar recolher o rival banido, a dar-lhe comida, leite e muito carinho. Com que artimanhas Bóris havia mantido Maximiliano encarcerado, mesmo ali, ao nosso alcance? Que mágica ele lançou sobre pobre gatinho que nem sequer respondia aos nossos chamados?

Ismael Almeida

23 de novembro de 2010

Ensaio: Com vocês, ensaio do Diabo

"O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu."
(Millôr Fernandes)

Venho por meio dessas palavras demonstrar toda minha indignação e revolta sobre tudo que me acusam e também pra comprovar que essa injúria não faz sentido, acreditem não sou o pai da mentira, então isso é sincero por demais. Desde que criaram o cristianismo, me acusam de assassino, mentiroso, opositor e tudo que for contrário a Javé, minha contraparte do “bem”, mas isso é uma puta de uma mentira!

  Minha imagem ficou associada ao medo, ao feio, me colocaram chifres, asas de morcego, pés de bode e um tridente, me deram uma cauda e um “sorriso diabólico”, desculpe o trocadilho. Sabem por que colocaram essa imagem? Por que a igreja não podia combater as outras crenças pagãs, então colocaram um pedacinho de vários deuses pagão num figura dita maldosa, pra assustarem, já que eles poderiam perder fiéis pro paganismo, melhor montar um plano de marketing, que tal?

Falar em Marketing, até o antigo testamento, o mal não tinha forma, eu vivia minha vida em paz, afinal de contas, se Deus é o senhor e dono de todas as coisas, o mal também é criação dele. O mal é conseqüência da desobediência do homem, logo, não há necessidade de Satã. o Antigo Testamento é permeado por uma visão *monista, onde Deus é que garante a ordem cósmica e qualquer ser ou pessoa que pretenda atrapalhar esta ordem, recebe a devida retribuição por sua desobediência. Neste sentido, pode-se dizer que no Antigo Testamento o mal praticado pelo ser humano traz embutido em si o castigo. Assim sendo, seria correto afirmar que o Deus Javé é o originador de uma série de males em retribuição ao mal praticado pelo ser humano, todavia ele não é o causador do mal em um sentido moral.

Kunst Hitler Então por que me acusam tanto? As pessoas precisam de um bode expiatório, então me elegeram, o que me deixa mais puto da cara é que eu não fiz nada, desde que esse mundo é mundo, foram são elas que quebram o limite, o limite que elas mesmas criaram, olha o caso de Jesus, meu amigo, diga-se de passagem,  desde criança, nasceu humilhado, no meio dos bichos, cresceu e se tornou um homem a frente de seu tempo, cheio de mensagens de paz e amor, amor ao próximo, amor sem preconceito e o que os humanos fizeram com ele? Mataram-no! Distorceram tudo que ele disse, criaram igrejas no nome dele, fazem guerras em seu nome, criam negócios em seu nome, vocês glorificam mais a morte dele do quem ele foi, colocam imagens desse bom homem semi-nu, morto e pregado de forma humilhante numa cruz em todas as casas cristãs, isso é muito macabro, sórdido. Infelizmente ele fracassou, quer dizer, depois de tudo que ele fez, continuam a fazer tudo errado. Fiquem sabendo que ele lavou as mãos por vocês, agora está vivendo a vida dele, acredite, só erramos uma vez. Jesus foi o bode expiatório dos pecados, ou seja, o lado negro da humanidade, acredite, não precisei mexer uma palha pra isso.

Seres humanos são fracos, altamente corruptíveis e o mal desse mundo é o medo, vocês podem reparar, tudo nesse mundo foi criado na base do medo, capitalismo, religiões ocidentais. Consciente ou inconscientemente o medo domina vocês, chega a ser algo irracional, criaram uma sociedade **hedonista, massacram-se entre si, se roubam e destroem a própria casa, acham-se superiores, mas acreditem, até uma formiga é moralmente evoluída. Você são fracos ao ponto de só quererem alimentar a carne, essa casca que no final das contas não vai servir pra tanta coisa, é pra alimentar a carne que vocês se drogam, mesmo sabendo de todos os riscos, é pra alimentar essa casca que vocês se tornam piores. Eu não preciso fazer nada pra vocês se destruírem.

President-George-W-Bush  Vocês sempre precisam de um culpado, não fui eu que destruí a humanidade tempos atrás num dilúvio, muito menos eu que criei a pedofilia, tão popular entre seus sarcedotes, você são tão atrasados que se odeiam, por motivos banais, por uma dita diferença (racial, monetária, valores morais, crença), não foi em meu nome que derrubaram o World Trade Center. Eu amo música, mas dizem que eu sou o Pai do rock, quem me dera, diziam que bluseiros da velha guarda faziam pactos comigo, vocês não podem nem se contentar com a própria genialidade musical, se espantam com tudo que não conseguem entender, precisam de desculpas e atacam tudo aquilo que os afronta, seus costumes e pseudo bons modos. Não fui eu que matei vietcongues, não fui eu que fui o “paparazzi-algoz” da Lady Di, não sou que entra atirando nas escolas, muito menos eu que vendo drogas, não fui que matei Judeus na Segunda guerra, muitos menos eu que elegi qualquer político corrupto, não preciso dar nada a ninguém, é tudo de vocês, criação de vocês, mas por conveniência de alguns seres humanos egoístas, não partilham entre si o que criaram. É tudo uma divisão, criaram sistemas políticos, classes sociais, objetos de luxo, primeira classe, entradas vip, drogas. Vocês cobram por coisas que seriam pro seu próprio bem da espécie, cobram pelas curas de suas doenças, cobram por sexo, aliás vendem sexo, que é algo tão natural que nem deveria provocar polêmica, daqui alguns anos vocês vão terceirizar a paz mundial ou a cura da AIDS.

osama.bin.laden Mesmo assim, tem humanos que dizem que eu sou culpado, sabe o que me deixa mais furioso? É que vocês não assumem o próprio erro, a própria fraqueza, não passam de criancinhas assustadas, procurando razões pra provarem que tudo de ruim nesse mundo não é por culpa de vocês. Vocês esperam que eu mande um filho meu, dito anticristo, pra trazer todo caos e desgraça, mas a sua sociedade já ta assim faz um bom tempo e sabe onde ta o diabo nisso tudo? Em vocês! O anticristo é vocês, em cada ato de maldade, em cada ignorância plantada em seus corações, não é preciso vir entidade nenhuma pra provocar esse tipo de coisa, se por acaso viesse alguma, não teria nada pra fazer, vocês já fizeram todo trabalho.

O que me deixa mais aliviado é que o mundo não vai acabar, como uma parcela de vocês acreditam, o mundo sempre soube se virar, a mães natureza só está se livrando de um câncer, virão outras espécies dominantes, .pode ser que comecem tudo do zero, mas uma coisa é certa, vocês não estarão aqui pra acusar mais ninguém.

Atenciosamente: O Diabo.

 

N.D.A:

*Monista: Chama-se de monismo (do grego monis, "um") às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas.

Algumas religiões pagãs, como é o caso da Wicca, utilizam o conceito de monismo para explicar a crença de que tudo o que há foi criado por uma única divindade, neste caso, a figura de uma Deusa Mãe como entidade cósmica primordial. Essa crença se baseia no fato de que, na natureza, os únicos seres capazes de gerar vida, de criar, são as fêmeas.

**Hedonista: O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

Ismael Almeida

18 de novembro de 2010

Ensaio: Preenchendo as Lacunas no Espaço

"As tragédias dos outros são sempre de uma banalidade exasperante."
(Oscar Wilde)

Olhe todo aquele sangue escorrendo pelo chão, sinto que a multidão espera por algo mais, me sinto exposto, logo naquilo que tentamos esconder. Vejo uma luz ofuscando a cena, tentando preencher as lacunas no espaço e do tempo. Os amantes ficam com seus braços entrelaçados numa pose final, por que a história está chegando ao fim, mesmo assim ainda permanece todas aquelas coisas que tentamos esconder, posso ver nos seus olhos.

tvtEscolhemos o enquadramento perfeito da cena, é puro ódio jorrando da tela, aquela luz ainda ofusca, na tentativa de preencher as lacunas do espaço, a multidão olha apreensiva, admirando cada gota de sangue, cada humilhação, cada ato de maldade, esperando pelo grande fim, com olhos ofuscados pelo brilho que tenta preencher toda loucura do espaço e do tempo. É puro caos saindo da tela.

Um disparo, corpos caídos no chão, uma explosão, mais um acidente, um choro, pessoas morrendo, a platéia pede mais, fazendo o sangue derramar quadro a quadro, excitada pela desgraça alheia como quem espera um orgasmo, editamos a cena da pior maneira possível, dirigindo uma película manchada de tragédia, ofuscados pelo brilho que preenche a lacuna e a loucura do tempo e espaço, mascarando nossos pecados.

 

Ismael Almeida

[Sobre o fascínio dos seres humanos pelo sensacionalismo da morte e demais tragédias em cena na TV]

17 de novembro de 2010

Crônica: Uma Chamada Para Acordar

É contra a lei matar uma mulher que nos traiu, mas nada nos impede de saborear o fato de que ela está envelhecendo a cada minuto.

(Ambrose Bierce)

 

Eu sou um cara legal, quer dizer, eu trabalho, faço tudo por aquela mulher, pra você ter uma idéia, fiz das tripas coração pra poder comprar aquele maldito anel de diamantes. Eu sou louco por ela...Mas o que eu estou fazendo?

Ta certo que dessa vez eu não ouvi o que você estava dizendo, por que eu vivo de emoções minha doçura, só respondo suas perguntas com “nunca” ou “talvez”, e você acha que eu tenho que ser amável? Não tem como ser isso se você me traiu! Então que merda é você pra dizer que não teríamos conseguido, hein meu anjo? Porra, se você precisa de amor, merda, então peça amor, eu poderia ter te dado esse amor, mas agora estou tirando qualquer resquício disso em mim. Nem tente colocar a culpa em mim, isso não é culpa minha, vocês dois se merecem o que estar por vir, então não diga nada.

Eu não queria ver, meu subconsciente fez questão de me fazer acreditar que era só uma impressão, eu ignorava os sinais, os malditos sinais, clichês irrefutáveis, daqueles tirados de algum filme dos anos 70 ou qualquer novela barata e como de praxe tive que viajar...O telefone toca, recebi uma maldita ligação de alguém me dizendo que alguém (leia-se um “other guy”) estava na minha casa...Com minha mulher. Imagina como eu acordei, peguei o primeiro avião pra lá, com os olhos cegos de ódio, a única coisa que eu conseguia visualizar era como deveria dar um fim nisso.

Peguei você de manhã, com outro na minha cama, você não se preocupa mais comigo?

waka up callPorra! Preocupa? Me responde caramba! É, eu acho que não. 1.80 metro de altura vindo pra minha direção, então tive que atirar e ele não virá mais por aqui.

Vir por aqui?

Eu acho que não.

Eu teria sangrado pra te dar uma porra de felicidade, você não precisou me tratar daquele jeito e agora você me venceu na porra do meu próprio jogo, mas pelo menos agora eu posso dormir tranqüilamente e seu amante fica lá gritando bem alto, até eu ouvir as batidas no chão cessarem e sinceramente, eu não me sinto tão mal.

Ismael Almeida

[Inspirada na canção “Wake Up Call” do Maroon 5]

16 de novembro de 2010

Crônica da Segunda: Sangue Fresco

Kurt MachineO Sol se põe em um dia de desculpas pelas crianças que rezam esta noite, eu sei que você está pronta pra cama, mulher bonita que não saí da minha cabeça. Sinto-me atraído pelo seu coração que bate tão vivo, ritmo que me leva ao estado de luxúria que chega ao ponto de esquentar minha pele fria. Achei você vagando por aí, a noite é perigosa pra um rosto como o seu. Estou cansado da mesma velha merda, docinho, eu preciso do seu sangue fresco.

Eu uivo!

A lua brilha no céu de outono, cresço no frio aonde todos morrem, estou mais só do que jamais estive e você não pode ajudar, não do jeito que eu estou, sinto atração por corações quebrados após incêndios antes do dilúvio, querida, eu preciso do seu sangue fresco. O que você quer que aconteça com minha ansiedade? Adoro olhar você aqui do escuro, observando sua vida normal, você diz que meus olhos são mortos, você acredita que não sou daqui, em seu coração você não sabe que é real, num momento de clareza, seu ato desprezível de caridade: Eu quero que você me tire dessa lama. Meu anjo preciso do seu sangue fresco!

Whoo!

Você não consegue ver que eu só quero seu sangue fresco?

Ismael Almeida

[Inspirada na canção "Flesh Blood" da banda Eels  e originalmente publicada no Jornal Folha da Região, especial 'Dia das bruxas'.]

6 de outubro de 2010

7 livros que ferraram a humanidade (ou quase…)

Teóricos equivocados podem causar grandes prejuízos. Já tivemos livros que incentivavam a matança de mulheres consideradas bruxas, defendiam a inferioridade de certas nacionalidades, diziam que as mulheres eram menos inteligentes que os homens. Com a ajuda de historiadores, listamos 7 livros que, por causa de teorias equivocadas, inspiraram pessoas a cometer atos e sustentar idéias desastrosas.Os livros não estão em nenhuma ordem particular e, é claro, foi impossível listar todos eles.

1- “L’uomo delinqüente” (O homem delinquente), Cesare Lombroso, 1876

 lombroso

O médico e cientista italiano Cesare Lombroso defende, nesse livro, a teoria de que certas pessoas nasceram para ser criminosas e que isso é determinado por características físicas, como nariz adunco e testa fina, traços típicos dos judeus. A obra fez muito sucesso e influenciou o direito penal no mundo todo. Mas o problema maior foi que a obra também reforçou várias teorias racistas – principalmente o anti-semitismo nazista. O detalhe é que o próprio autor era judeu e sua intenção era simplesmente ajudar a ciência penal e jurídica. Atualmente, a teoria caiu no descrédito. Mas, mesmo assim, ainda há quem a defenda (sempre tem, né?).

2- “Mein Kampf” (Minha Luta), Adolf Hitler, 1925
O livro de Hitler tem, na verdade, 2 volumes. O primeiro foi escrito quando ele tinha 35 anos e estava preso por causa de uma tentativa de golpe de estado mal-sucedida. O segundo, inédito no Brasil, foi escrito já fora da prisão. O livro se destacou pelo racismo e anti-semitismo do autor, que via o judaísmo e o comunismo como grandes males e ameaças do mundo – o autor pretendia erradicar ambos da face da terra. A obra revela o desejo de transformar a Alemanha num novo tipo de Estado que abrigasse a raça pura ariana e que o tivesse como um líder de grandes poderes. Era um aviso para o mundo, mas na época ninguém de fora da Alemanha deu muita bola. Mein Kampf ainda hoje influencia os neonazistas.

3- “A inferioridade intelectual da mulher”, Carl Moebius, século 19. Sem tradução para o português.
Psicólogo influente em meados do século 19, Moebius escreveu esse livro seguindo idéias já bastante disseminadas desde a época de Platão e Aristóteles e defendia a inferioridade feminina e a restrição dos seus direitos. Usando pesquisas e tabelas pseudo-científicas, ele comparou o desempenho feminino em determinadas áreas intelectuais quando em disputa com homens (em um teste parecido com o vestibular de hoje). Pensadores antifeministas citavam essa obra para apoiar teses de que as mulheres não deveriam ter uma série de direitos por serem “inferiores intelectualmente”.

4- “O martelo das bruxas” ou “Malleus Maleficarum”, Jacob Sprenger, 1485

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Manual de caça às bruxas que levou muita gente à fogueira, o livro foi muito influente entre as igrejas católica e protestante. Jacob Sprenger indicou uma série de procedimentos para a identificação das bruxas: se a mulher tivesse uma convivência maior com gatos, por exemplo, já era suspeita. A obra foi responsável por quase 150 anos de matança indiscriminada de mulheres. A onda só passou depois que o método científico começou a prevalecer sobre a crença religiosa cega, a partir da publicação dos estudos de Isaac Newton. Com o pessoal discutindo assuntos científicos, pegava mal ficar caçando bruxa. 

5- “Essai sur l’inégalité des races humaines” (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas), Joseph Gobineau, 1855

gobineau O livro do cientista social Gobineau virou referência obrigatória para aqueles que defendem a superioridade de algumas raças sobre as outras. O autor desempenhou por um bom tempo cargo diplomático na corte de D. Pedro II e achava o Brasil “uó” por ter tanta miscigenação. Segundo ele, a miscigenação degenera as sociedades porque piora as supostas limitações das raças inferiores (as não-brancas, para ele). A obra passou a ser usada para sustentar a legitimidade do tráfico negreiro. Sua tese foi tão aceita que até hoje existem alguns cientistas que mantém a crença na superioridade de algumas raças.

6- ” The Man Versus the State ” (O Indivíduo Contra o Estado), Herbert Spencer, 1884
Embora alguns digam que essa é uma leitura injusta do livro, ele foi utilizado para a defesa do capitalismo selvagem no século 19, principalmente nos EUA. Spencer defende que, assim como ocorre na natureza, nas sociedades humanas também prevalecem os mais aptos. Isso quer dizer que os ricos e poderosos são assim porque estão mais preparados que os pobres. O livro passou a ser usado, então, para justificar a falta de ética nas relações comerciais, com a destruição implacável da concorrência, a busca incessante por riquezas e o pouco caso com os pobres.

7- The Seduction of the Innocent (“A sedução dos inocentes”), Frederic Wertham, 1954

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Ok que o livro não gerou nenhuma atrocidade, mas ajudou a disseminar ideias equivocadas a respeito de uma coisa que a gente gosta: quadrinhos. No livro, o psiquiatra alemão-americano Werthan forjou argumentos para atribuir às HQs o papel de culpadas por casos de delinquência, abandono dos estudos e homossexualidade entre crianças e adolescentes. O livro foi lançado numa época em que as HQs eram um dos gêneros de leitura mais consumidos nos EUA e até o governo pensou em proibi-los (naquele tempo, rolava uma preocupação imensa nos EUA de que os jovens estivessem sendo corrompidos por idéias comunistas). Para evitar isso, as editoras lançaram o Comics Code Authority – um código de autocensura que ainda existe e que seria um indicativo de que o material publicado não iria degenerar os jovens.

* Não incluímos livros mal interpretados, okay?

Não incluímos nessa lista os livros que foram simplesmente mal interpretados. A Bíblia é um exemplo disso. O professor de filosofia da UNESP Jézio Gutierre acha que o caso com “O Capital”, de Karl Marx, também tem a ver com interpretações equivocadas. “Esse livro é um grito ético humanista e tem todas as características para ser um livro anti-atrocidade”, explica. Para ele, portanto, não se pode atribuir a essa obra os massacres que governantes socialistas promoveram.

4 de setembro de 2010

Memórias idiotas #1

gatos5Numa manhã nostálgica...Como todas as outras, você liga o rádio e se pergunta por que alguém ainda ouve isso, provavelmente pra ouvir uma música da minha banda. Olho minhas fotos antigas e me acho ridículo...Por que na adolescência (e na pré também) a pessoa tem que ser tão bizarra?

Essa necessidade de participar, de fazer parte de alguma coisa, sempre faz você entrar em cada enrascada, com pessoas de índoles duvidosas e vida social mais ainda. Lembro-me que o legal era ir pro shopping, todo fantasiado de trevoso e ser expulso por mau comportamento, quer dizer, era o máximo cara, quer dizer, o moleque com 14 anos, achava o máximo chamar atenção e dizer que era diferente. Melhor ainda era ir pro cemitério a noite, por que todo trevoso adolescente adorava passar as horas bebendo vinho e sacanagem que é bom, nada, por que somos trevosos castos. Aquela romaria de quase 20 pessoas, andando contra o sentido da avenida em plena oito horas da noite, pra chegar no cemitério no final da cidade.

Mas um dia sacanearam a gente, chamaram os tiras, enquanto estávamos curtindo nosso vinho, nosso metal religioso e alguns até nos seus baseados de cannabis...Os tiras chegaram com seus carros cheio de luzinhas, atirando pro alto, teve neguinho que misteriosamente conseguiu pular um muro de três metros, neguinho que se escondeu nas covas abertas...Nunca vou esquecer do nosso colega que pulou o muro mas ficou preso no arame farpado e ficou discutindo com o bendito arame:

- Pow cara, me solta, pelo amor de deus!

O mesmo colega teve que deixar a camiseta do iron pra trás, mas quando pulou de mau jeito, bateu a cabeça no chão e desmaiou...Infelizmente perdeu o resto da festa. Esse dia foi muito "hardcore". Pelo menos sempre tive boas referências, meus heróis sempre foram Elvis, James Dean, Bon Dylan e meu ídolo mor - Jhonny Cash. E naquele tempo não tinha Internet assim, muito menos essa facilidade de ouvir 'música portátil'. Conseguir um álbum, mesmo que cópia era difícil pra caramba, em cidade do interior, claro. Você ficava mercê da TV, esperando ansiosamente passar aquele clipe de uma banda que você gosta. Por um lado eu tenho saudade desse tempo, você realmente mastigava a música como era, nada superficialmente banal, era mágico senhoras e senhores. Na escola você ficava comentando que fulano de tal tinha o álbum de fulano, que arrumaria uma cópia do cd, que nem era tão barato assim. Com a popularidade da net aqui, as coisas não ficaram tão fáceis assim também, net era só pra rico e um CD virgem era caro pra caramba, imagine uma gravadora de CD.

Meu, por que eu tô falando isso?

22 de agosto de 2010

03:20

animasul

Aonde eu olho só vejo corações partidos
O amor que era diário, agora é casual
E as palavras ditas agora, não tem o mesmo peso
E o que era inteiro, virou uma metade
O que era poesia agora são palavras tristes
O que era bom, parece tão errado agora

 

 

 

 

 

[Do meu antigo caderno de anotações na adolescência]

17 de agosto de 2010

Deus salve o Feeling por favor

Doce nostalgia de um tempo que não volta mais...Não te quero mais, só lembrar que era bom! Isso faz uma pseudo superioridade dentro de mim sem tamanho, eu vivi de verdade, minhas aventuras épicas...confusões também. Era tudo maior, era mais emocionante, intenso. Hoje emoção de verdade é falar com alguém no MSN ou descobrir o que fulano andou fazendo no Orkut ou facebook, marcar um encontro num shopping de merda, arrumar "amigos" de merda, pra fazer umas merdas.  icones_pop_haznos_76

Você liga a TV e pode ver aqueles arco-íris ambulantes "tocando" musiquinhas de gosto duvidoso. Pra começar, não tenho nada contra isso, prefiro cor. Os Rolling Stones já usavam roupas multicoloridas nas capas dos seus discos, os anos 60 era muito colorido e psicodélico, os anos 70 era puro glamour com as cores vivas das discotecas. Os cortes do cabelo também, não tem nada de novo nisso.

Eu fico puto é com as referências, que não existem, você pega tudo que rolou desde os anos 50:

o Rock'n'Roll se inspirava muito na atitude do blues, o rock psicodélico se inspirava muito numa mentalidade poética da época dos anos 60, a de liberdade, o Hard Rock colocava o Rock'n'roll num grau a mais, se antes o rock era sexy, agora era sexo mesmo. O Grunge quebrou todas as regras impostas pelos "Deuses do Rock", não se colocava mais os rockstars em pedestais tão inalcançáveis, eram pessoas normais, fazendo música, misturando o peso do heavy metal com a simplicidade do Punk, que por vez também se inspirava no rock'n'roll. Até o New metal tinha boas referências, misturava o metal com o urbanizado e politico Rap e, de quebra recebia também influências eletrônicas do Industrial metal, que também não deixava de ser politizado.

O Rock Alternativo é muito amplo e diversificado pra explicar suas referências, mas existem, por que são todos os outros estilos misturados...pode-se dizer assim. Mas hoje não se tem essas ótimas referências, até pouco tempo atrás, uma música pop, por mais superficial que seja, significava talento...pelo menos em alguma coisa. Não estou dizendo que o rock só tem que ser bonitinho ou contestador, mas uma coisa eu sei, precisa ter feeling, algumas pessoas chamariam de "atitude", mas é uma palavra muito clichê e feia mesmo nesse sentido, é o feeling que essas crianças precisam achar.

As pessoas implicam muito com a roupa dessa nova (nova?) vertente, apelidada "carinhosamente" de rock colorido, mas isso é o de menos, se essas bandas tivessem o tal FEELING que digo, ninguém nem lembraria desse detalhe ou até associaria a tal "atitude". O preto do Johnny Cash foi criticado, mas ele respondeu a essas pessoas na canção Man In Black:

"Bom, você imagina por que sempre me visto de preto,
Por que nunca vê cores brilhantes nas minhas costas,
E por que minha aparência parece ter um tom sombrio.
Bom, existe uma razão para as coisas que visto

Eu visto o preto pelo pobre e oprimido,
Vivendo no lado faminto e sem esperança da cidade,
Eu o visto pelo preso que há muito tempo já pagou pelo seu crime,
Mas está lá porque ele é uma vítima dos tempos."

Entendem o que eu quis dizer? rollingstones_dirtywork

Que se foda essa porra de cores, eu não importo e nem julgo alguém assim, mas a superficialidade das coisas, nem ser expert em história da música e essas coisas idiotas. Mas é tal das referências, você olha essas bandas e já pode perceber que a base musical e referencial é fraca, elas se inspiram em bandas semelhantes que se inspiram em nada. Seria tão legal um movimento musical realmente criado por jovens, que demonstrassem todas suas angustias que vão além de dor de cotovelo pela menina da escola que vai ao shopping pra gastar a grana dos pais.

Até o Fresno, que veio bem antes dessa levada, que as pessoas chamam de uma forma pejorativa de EMO, eu nunca chamo uma banda assim, por mais superficial que seja, enfim. Até o Fresno tem uma referência muito legal, esse último álbum, que foi o único que eu ouvi todo, pra ser sincero, é puro Blues, liricamente falando. Misturado com um pouco daquele feeling das bandas pós punk dos anos 80. O Rock é o feeling, não exatamente o estilo em si, hoje você encontra rock em outros artistas, como Amy Winehouse, Lily Allen e por aí vai.

Ter uma banda de rock, não significa ter UMA BANDA DE ROCK.

@kurtmachine

16 de agosto de 2010

Entrevista KMB pra revista Hora Alternativa, de Brasília

 

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Pra quem não sabe, KMB é a minha banda, então nada mais justo que divulgar meus trabalhos por aqui também, segue abaixo, a entrevista que eu dei pra Hora Alternativa, uma revista muito da hora…desculpa o trocadilho tosco:

 

E a KMB solta na Internet um web single muito POP chamado “Ficar Sem Você”, fomos conversar com o vocalista Kurt Machine sobre a nova canção e outras coisas interessantes.

Como surgiu a nova canção e por que um novo single tão cedo?

KM - Bom, eu já disse em uma outra entrevista que eu falo sobre a vida, desde o cotidiano a coisas mais complexas, então essa canção veio da minha situação atual, de não querer perder alguém, por que quando você sente algo por alguém, sempre vem aquele medinho de perder, essas coisas. E coisas assim sempre são pop, fora que eu quis voltar a raiz mais “rock eletrônico” da coisa, justamente aí que entrou a necessidade de mostrar pra nossos fãs e “partidários” (risos) que voltamos aos sintetizadores.

Você disse que voltou a raiz, teve alguma cobrança pra que isso acontecesse?

KM – Sim, os caras da banda! (risos)
Eles chegaram pra mim e falaram: ‘cara, a gente fez uma demo legal, mas nós sabemos que nosso forte é o lado eletrônico da coisa, então faz logo uma música assim ou a gente te coloca pra fora da banda!´ (muitos risos). Brincadeira, mas foi quase isso, chegamos a conclusão que não tem como fugir dos sintetizadores e se vamos dominar o mercado pop, que seja com a p*rra dos efeitos lá. Não perdemos o lado indie, muito pelo contrário, mas a eletrônica faz parte da gente e mais pessoas precisam conhecer como é o verdadeiro som da KMB.

Quando vai sair um álbum da KMB?

KM- Logo logo, estamos em fase de composição, eu fiz umas 11 ou 12 músicas novas, bem “roots”, mas ainda não ta no ponto “Kurt Machine de Qualidade”, algumas sim, mas não todas, ainda quero fazer “A MÚ-SI-CA”. Independente de gravadora ou não, vamos fazer um álbum, com tudo que temos direito.

Se na Demo auto intitulada, podíamos ouvir claramente as influências de The Hives, The Killers, Duran Duran e Muse, quais as influências agora?

KM – Adoro esse tipo de pergunta, é excitante! (risos).
Então cara, eu ando ouvindo muito Lady gaga, Andam Lambert, Muse (pra variar), Maroon 5, One Republic, Queen, Enrique Iglesias, Prince, Rihanna, Black Eyed Peas e por aí vai...

Por essa eu não esperava, então vai ser muito pop pelo jeito, as pessoas podem esperar isso?

KM - Claro! Mas não é totalmente proposital, tem umas influências que ainda não sei bem como encaixar na banda, mas que eu amo, como o Prince, cara eu gostei muito do último álbum dele, o baixinho não perdeu o jeito, aquela Beginning Endlessly, acho que é a segunda faixa, que música perfeita. O mesmo vale pro Marron 5, eu quero colocar um lado mais black music ao som, mas sem perder os sintetizadores, como o Prince faz.
As pessoas se espantam quando falo as coisas que ando ouvindo ultimamente, eu posso ter uma banda de rock, mas não só de rock se faz a música pop.

Enrique Iglesias?

(risos)


KM - Ele é bonitinho uai! (mais risos)
O último álbum dele é bom pra caramba, até por que tem músicas em inglês agora, mas além disso, eu só gosto desse álbum, ‘Euphoria’. È um cd bem urbano, com músicas bem variadas, mas que funcionam muito bem pra pista de dança, se você quer tocar música pop, tem que ouvir, não tem como criar uma fórmula assim do nada. Ele não pode ter o talento vocal do pai dele [Julio Iglesias], mas tem noção de sucesso, isso me agrada.

www.bandakmb.tk

Um Ensaio sobre ser Bom

Por muito tempo eu achava que ser uma boa pessoa era difícil, é fácil demais, basta só fazer as escolhas erradas...Contraditório não?!
Mas é sim ó, sempre quando você optar pelo caminho mais longo e mais trabalhoso, quando você vai até o limite do seu poder e não usa outros meios mais fáceis de se chegar.

Mais do que moralidade, ser um mocinho requer um pouco de...Digamos, de idiotice, vou lhe avisando logo, que você quer ser um daquele mocinhos de novelas, esquece, lá o final deles é feliz e a mocinha volta pro mocinho.
Já na realidade cruel, a mocinha pode nem te notar, ou então ela pode virar mocinha de todos, sacanagem né? Literalmente.

Bom, se você é alguém que devolve o dinheiro de alguém quando cai do bolso, o que isso faz de você? 10 segundos pra pensar... 10-09-08-07-06-05-04-03-02... 01!
Um...Um burro né?! Convenhamos que essa grana dava pra comprar pelo menos um pão de queijo, espero.

Ser uma boa pessoa é exercitar seus lados sociais, sociais demais... É gente te pedindo dinheiro, celular emprestado, roupa e até uma TV ou uma chapinha.
Pensou que ia falar do quê? Do mocinho dos filmes de ação? Esqueça essa besteira, to falando daqueles mocinhos de seriados norte-americanos baratos e depressivos, rá!

Ser mocinho em outras palavras é ser gay (que me desculpem os homossexuais), é por que todo mundo te f#de!

Como diz Charles Chaplin:

"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza”.

Sabe por que eu não me arrependo de fazer a coisa certa ou não me arrependo de ser um daqueles mocinhos de seriado norte americanos baratos?

Por tudo que nossas personas fazem não é pra ter algo em troca, simplesmente não conseguem enxergar uma outra maneira de resolver as coisas, pode ser mais trabalhoso, mais árduo e mais chato, mais complexo, mas no final a recompensa é boa demais, se não for recompensado aqui, vai ser num lugar melhor muito melhor que o que você está.

Por que esse tipo de pessoa não tem uma moralidade idiota e hipócrita e é muito mais divertido zoar com a cara de quem se deu mal fazendo o errado, errr...Eu adoro.
Além do mais, algumas pessoas precisam de provas vivas de que o bem faz bem pra quem te fizeram mal, e o mal faz mal pra que lhe fizeram o bem...Pegou?

Ah mané, só quero dizer que tudo que você faz, tem volta.

E ser um cara bom não significa que é legal, você geralmente é o mais solitário e suas escolhas são compreendidas tanto quanto eu entendo de motos!

E quanto à mocinha? Ela tem a vida dela, e nesse mundo moderno ninguém ainda sofreu de amor o bastante pra ser livre pra você, então levanta aí e monta no cavalo, não importa se é uma bicicleta (que infelizmente nunca deixaram aprender), coloca uma capa branca e a espada, e se prepara, que você pode levar uma balde de água fria.

Mas é bom.

Sabe por quê?

Por que no final você é quem escreve seu roteiro e é muito melhor quando as histórias dão umas reviravoltas.
O Vento sempre muda de direção, por tanto, vá lá e faça o certo, ou você não é brasileiro?

(Ismael Almeida, um cara mau.)

[Ensaio original publica na revista 'Cult' #01, abril de 2008]

Crônica da Segunda: Os pequenos detalhes lhe entregam

Maria Aparecida é uma mulher normal, nasceu numa cidadezinha do Alagoas chamada Santana do Mundaú, de família pobre, pra não dizer miserável, trabalhou desde de cedo colhendo laranjas na plantação dos outros, seu pai, beberrão convicto e sua mãe, coagida, violada, condescendente da vida que levou, por medo. Maria cresce e como a sina de quem não tem nada, quer tudo e na ilusão acabou engravidando de um rapaz, bom moço, cheio de boas intenções, daquelas que o inferno está cheio. E a vida lhe ensinou que a única coisa que não lhe roubam é a esperança...Mas em compensação lhe roubam tanta coisa, lhe roubam nos impostos, lhe roubam a dignidade, lhe roubam seus poucos pertences.

A chuva veio mais forte esse ano e com a força dela veio a enchente, com a enchente veio a desgraça, Maria perdeu tudo, mesmo sem ter nada, sua casa foi completamente destruída, seu bom moço sumiu e agora o que lhe sobrou foram suas três garotinhas...E agora ela precisa de tudo, de roupa, de comida, de casa, de vida e de amor. Mas ela sabe que ninguém vai enxergar isso, afinal à água não deixa as doações se aproximarem, ela só se pergunta por que Deus deixa isso acontecer, mas seu pastor, também miserável, só que de espírito, diz que isso tudo foi culpa do seu pecado, lhe nega abrigo, lhe nega até conforto espiritual.

Maria sabe que ninguém vai olhar pra ela agora, ela sabe que todos os olhares agora estão na África do Sul, afinal de contas a Copa do Mundo é muito mais interessante pra nós Brasileiros, patriotas, até por que a vida da Maria não é da conta de ninguém, ela que se vire, peça ajuda pro criança esperança. Maria tem certeza que as pessoas se preocupam mais com o Dunga duelando com a TV Globo, ela tem mais certeza ainda que enquanto a copa durar, o Brasil (país) não existe, que tudo está em segundo plano.

Toda vez que o céu fecha e fica escuro, ela sente medo, mas ao mesmo tempo ela descobriu que água não é o que assusta, nem a destruição que ela trouxe, o que assusta mesmo é a apatia das pessoas. Ela sente que mesmo sem ter nada agora, as pessoas apáticas também precisam de ajuda, a diferença entre eles e ela é uma cama pra dormir...Ou uma tv pra se anestesiar. Mas o que ela realmente descobriu numa epifania foi que:

Os pequenos detalhes lhe entregam.

A Defesa Civil de Alagoas computou, até o momento, 34 mortos, 26.618 desabrigados e 47.897 desalojados.

Ismael Almeida

[texto originalmente publicado no 'Folha da Região' - 28/06/2010]

Alagoas

Como O Che Guevara estraga meu amanhecer

lhama-surfista

O despertador toca, acordo depois de horas sem conseguir dormir, nem sei por que uso o despertador, na verdade eu não sei por que eu tenho tantas coisas que eu não preciso. Ligo a TV, vejo a mesma notícia de ontem, o senado não quer trabalhar, seqüestraram alguém e os presídios estão com uma população de celulares maior que a de detentos.

Toda manhã eu levanto esperando ter acordado numa realidade pós- apocaliptica, bate uma sensação que você é o único ser humano do mundo, os ruídos lá fora só podem ser de criaturas sem vida, vermes que se alimentam da própria merda. Eu me sinto pior que o Tom Hanks no filme o Náufrago, que de náufrago não tem nada, já que ele "cai de avião", coloco aquela velha música dos tempos da escola, tento dançar, mas me sinto patético.

- Que se foda.

Eu danço, converso comigo mesmo, me critico, me ignoro. Entro naqueles sites de relacionamento, mas ainda me pergunto o que eu faço lá, já que não me relaciono com muita gente, provavelmente é pra saber da vida de alguém, já que a minha não tem muita graça. Finalmente me arrumo pra sair, quando vejo o sol, lembro que um dia eu aprendi que ele era o Deus de muita gente, como qualquer deus, ele castiga.

Encontro um velho babaca...Quer dizer, um velho conhecido, mas sempre dizem a mesma coisa:

- Você tá sumido cara, aparece!

Ainda moro no mesmo lugar, tenho o mesmo telefone celular, o mesmo fixo...Como eu posso ter sumido? O Mal da humanidade não é o capitalismo, é as frases idiotas de pessoas idiotas. Falar em capitalismo, tá aí uma coisa que eu amo, é o único sistema que te fode, mas que te dá oportunidade...Oportunidade de ser um animal sem escrúpulos em nome da 'competição monetária.

O que eu iria fazer em Cuba? lá não se pode nem limpar o traseiro com papel higiênico, eu não iria gastar metade do meu salário com dois rolos. Mas pelo menos eu teria o prazer de ouvir da boca dos cubanos:

- Che Guevara, o matador de cubanos!

Dane-se o Che Guevara, só falar nele que estrago minha manhã, que já anda estragada, diga-se de passagem. Mas nada é melhor que um café com umas gotas de rum, até me faz esquecer El Matador Covarde...não fiquem bravos, eu gosto do Che, morto é claro. Antes que me chamem de porco capitalista, eu quero dizer que sou contra o sistema capitalista, só por que eu tenho computador, celular, Internet 24 horas, não quer dizer que sou simpatizante do sistema.

Só por que eu posso ser livre pra ler, ouvir e fazer o que eu quiser...Ora Bolas, o negócio mesmo é você ser anarquista. Abaixo ao FMI, MST, PT, CV, PPT. FDP e PQP! E eu só queria fazer uma crônica, mas como sempre a culpa é do Che, todo dia é exatamente igual.

Esse texto anti-capitalista foi patrocinado pelo google – dominando você, como um deus.

Primeira postagem

 

Bom, eu vou transferir meus post do antigo blog que eu tinha/tenho no Last.Fm.

Também vou falar um pouco do processo de composição e

conceito do álbum novo da KMB, minha banda.  www.bandakmb.tk

 

Kurt Machine